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Dinoflagelados

A sede da cadeia alimentar nos oceanos do mundo é o plâncton marinho. Embora esse significativo grupo seja formado por milhares de espécies, uma das principais é a dinoflagelados. Estas são especialmente notórias, tanto pelo seu número (2.400 espécies conhecidas) como pela sua incrível biodiversidade.

Dinoflagelados

Seu nome científico é Dinoflagellata, do grego dinos (girar) e do latim flagellum (chicote), que descreve o movimento de rotação desses organismos. Os dinoflagelados pertencem ao reino Protista e contêm um grande número de espécies eucarióticas unicelulares com características comuns, que constituem parte do fitoplâncton, ou seja, a parte do plâncton capaz de realizar a fotossíntese. Eles constituem o segundo grupo mais importante de fitoplâncton.

Devido à presença de clorofila e outros pigmentos, inúmeros dinoflagelados são autotróficos, como as plantas, mas existem outros que são verdadeiros predadores do micromundo. Eles se alimentam de partes do plâncton, como diatomáceas e até outros dinoflagelados.

HABITAT DOS DINOFLAGELATOS

A maioria dessas espécies são marinhas. No entanto, eles podem ser encontrados em afluentes de água doce. Eles estão localizados basicamente nas áreas fóticas do mar, ou seja, onde a luz solar atinge, embora não seja surpreendente que algumas espécies possam viver em grandes profundidades.

Os dinoflagelados habitam áreas quentes e/ou frias de águas polares. Eles distribuem sua população de acordo com a salinidade, temperatura e bacia hidrográfica.

Certos dinoflagelados emitem luz através da bioluminescência. Esse fenômeno acontece quando eles estão flutuando na água e o movimento do fluido ao seu redor produz um impulso elétrico que se espalha por toda a célula, até atingir um vacúolo carregado de prótons. Esta é a razão do mistério da iluminação de algumas praias à noite. Outros dinoflagelados causam marés vermelhas e florescimentos de algar prejudiciais.

CARACTERÍSTICAS dos Dinoflagelados

Os dinoflagelados são animais microscópicos, em sua maioria unicelulares. Apesar de diferirem em certos aspectos anatômicos, esses protistas são caracterizados pela presença de dois flagelos que facilitam o movimento e a alimentação.

Seu tamanho está entre 50 e 500 µm, microplâncton. Existem dois grandes grupos que se distinguem pela presença ou ausência de um revestimento de celulose chamado teca, que geralmente é de grande beleza e de grande valor para os cientistas.

Embora sejam em sua maioria fotossintéticos e de vida livre, existem dinoflagelados autotróficos e/ou simbióticos principalmente com protozoários e animais marinhos. Outros são predadores e parasitas.

ALIMENTAÇÃO DE Dinoflagelados

A nutrição desses organismos é geralmente autotrófica. Fazem simbiose com invertebrados como corais, anêmonas, amêijoas e protozoários marinhos, obtendo tratamento mútuo com os recifes de coral.

Os dinoflagelados que não possuem pigmento comem alimentos prontos através de membranas. Alguns são parasitas e existem à custa do hospedeiro. Outros permanecem em associação com as algas zoochlorella e zooxanthellae que lhes fornecem sustento.

Os dinoflagelados autotróficos são produtores primários e, juntamente com as diatomáceas, compõem o primeiro nível trófico da cadeia alimentar marinha.

Devido aos seus diferentes tipos de nutrição (planta-animal), e devido à existência de flagelos como o organoide fotorreceptor e o vacúolo excretor, são considerados protistas, porém são classificados como fitoplâncton devido à presença de clorofila e sua capacidade de realizar a fotossíntese.

Dinoflagelados O que são, características, alimentação, habitat, toxicidade

REPRODUÇÃO

Os dinoflagelados se reproduzem por divisão em duas unidades. Eles têm um plano de segmentação longitudinal, que após a quebra é restaurado. A reprodução assexuada é observada em poucas espécies.

DINOFLAGELATOS TÓXICOS

Em alguns mares, quando os rios carregam água em abundância, há um aumento de peridinas que, devido aos seus pigmentos, mancham as águas, produzindo as chamadas marés vermelhas. Essa tonalidade surge abruptamente, devido a um grande aumento na população de peridinas, causado por uma contribuição caprichosa de sais minerais, especialmente Nitrato e Fosfato.

Esse grande aumento de peridinas no mar é grave, pois causa a morte de muitos organismos, principalmente peixes e moluscos.

As variedades que originam a maré vermelha na América são do gênero Goniaulax e Gymnodinium. A maré vermelha, especificamente na Flórida, é causada pelo dinoflagelado Kareniabrevis, e no norte da costa oeste da América do Norte pelo dinoflagelado Alexandrium fundyense.

GAMBIERDISCUSTOXICUS

Este tipo de dinoflagelado existe regularmente como epífita em algas maiores ou na superfície de corais mortos. Embora consiga se espalhar para outras áreas como muitas algas flutuantes, não cria marés vermelhas, mas é classificada como algas nocivas. É amplamente visto em Cuba no verão e desencadeou intoxicação alimentar em algumas regiões devido ao consumo de peixes que foram sustentados por esses dinoflagelados.

IMPORTÂNCIA

Como afirmado, os dinoflagelados compõem o segundo grupo mais importante de fitoplânctons. Sobre eles recai a elaboração da energia da cadeia alimentar oceânica. Na Europa é frequente o aparecimento de quantidades de dinoflagelados do género Goniaulax, especificamente na costa da Galiza. Quando esse fenômeno ocorre, os marinheiros se preparam para pescar sardinhas, pois se alimentam de plâncton; e observando a coloração do mar, sabem que haverá uma boa pescaria.

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Sobre Caio A Carbonaro Guerreiro

Caio A. Carbonaro Guerreiro é um renomado biólogo da Universidade de Santo Amaro, com vasta experiência e profundo conhecimento em seu campo. Ao longo de anos de dedicação, ele se destacou em pesquisas e projetos que contribuíram significativamente para a compreensão da biodiversidade e conservação ambiental. Sua paixão pela natureza e seu compromisso com a preservação a tornam uma referência respeitada, e seu trabalho tem um impacto duradouro na proteção dos ecossistemas e na educação ambiental.