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Gambá: Um Tesouro da Biodiversidade

O gambá é um mamífero marsupial nativo do México, também conhecido como gambá e gambá. Em certos territórios de Chiapas (México), chamam-lhe raposa ou raposinha, cometendo um grave engano, pois são espécies de outra ordem, e talvez a única coisa que tenham em comum seja a forma do focinho. Eles também são confundidos com ratos devido a sua aparência, mas possuem características muito específicas que os diferenciam.

Gambá

Este animal ocupa a Terra há cerca de 60 milhões de anos, não tendo sido registadas alterações na sua morfologia. Eles residem em climas tropicais e temperados, razão pela qual são encontrados em quase toda a geografia mexicana.

Espécies

Só no México existem seis variedades de gambás, sendo o menor a marmosa mexicana ou gambá de rato. Eles são seguidos pelo gambá aquático (Chironectos minumus), o gambá comum (Didelphys marsupialis), o gambá dourado (Caluromys derbianus), o gambá do norte (Didelphys virginiana) e o gambá de quatro olhos (Philander opossum).

Características do Gambá

Assim como seus primos da Oceania, o gambá tem um saco sob a barriga. É resistente e forte, como um rato, com um focinho pontiagudo coberto de bigodes, o que dá ao seu rosto uma aparência longa e afilada. Na boca tem uma fileira de dentes e presas afiadas. Atinge até 50 cm de comprimento, e sua pele é muito valorizada em pelos, ou seja, a indústria se dedica à confecção de roupas com pele de animais.

Suas orelhas são redondas e pequenas e, como a cauda e o nariz, não têm pelos. A cauda é mais longa que o resto do corpo, é preênsil, descoberta, áspera, escamosa e serve para pendurar ou “correr” agilmente pelo ar.

Seu cabelo é longo e grosso, com pontas brancas. Vária do marrom avermelhado ao branco acinzentado, dependendo da espécie. Suas pernas são pequenas e terminam em uma garra semelhante à das mãos.

Gambá O que é, características, habitat, alimentação, reprodução

É um animal muito dócil. Após ratos e camundongos, os gambás são os animais que mais se adaptaram ao convívio com as pessoas, sendo comum vê-los em pátios, ruas, esgotos, latas de lixo ou simplesmente “andando” em qualquer lugar.

De todas as espécies de gambás, apenas um é aquático, o gambá aquático ou Chironectos minumus, que corre risco de extinção devido à contaminação de lagos e rios, e também pela devastação de seu habitat. Distingue-se por ser o único que não possui cauda preênsil e sem pelos. Em contraste, tem membranas em seus membros posteriores que usa para se mover na água.

Habitat

Pode-se dizer que o gambá é um mamífero arbóreo que gosta das zonas quentes e temperadas do México. Suas tocas são feitas de troncos ocos de árvores caídas ou passagens cavadas por outros animais, que ele conserta enchendo-as com serapilheira para torná-las mais quentes e confortáveis. Possui hábitos noturnos.

O Que Come o Gambá?

O gambá é claramente onívoro, mas praticamente se sustenta em qualquer coisa em que possa colocar as mãos no habitat humano. Eles fazem parte de sua dieta diária resíduos, frutas, ovos, galinhas e outros, por isso não é incomum vê-lo circulando ou visitando aterros sanitários, escolas, esgotos e despensas domésticas.

Reprodução do Gambá

A época de reprodução do gambá não é precisa. Apesar de dar à luz seus filhotes no início da estação chuvosa, sabe-se que quando termina a fase de acasalamento, o macho desaparece. O gambá consegue ter de um a dois nascimentos por ano, com gestação de 13 a 17 dias. O tamanho de seus filhotes é de 1 cm mais ou menos, e seu peso é de 1/10 de grama.

Em geral, parar de 1 a 20 indivíduos que deslizam lenta e cuidadosamente pelo útero da mãe até chegarem à bolsa. No entanto, uma média de 13 são os que sobrevivem.

Na bolsa, os bebês gambás pegam um mamilo, ao qual permanecem presos por oito meses, sendo o período de lactação. Se um filhote não alcançar um, ele morre de fome e é removido da bolsa.

A partir da oitava ou décima semana são desmamados e sobem nas costas da mãe que curva o rabo em direção à cabeça, para sustentá-los. Mais tarde os gambás são emancipados e após 3 meses alcançam sua total autonomia. Sua vida útil média é de 10 a 12 anos.

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Sobre Caio A Carbonaro Guerreiro

Caio A. Carbonaro Guerreiro é um renomado biólogo da Universidade de Santo Amaro, com vasta experiência e profundo conhecimento em seu campo. Ao longo de anos de dedicação, ele se destacou em pesquisas e projetos que contribuíram significativamente para a compreensão da biodiversidade e conservação ambiental. Sua paixão pela natureza e seu compromisso com a preservação a tornam uma referência respeitada, e seu trabalho tem um impacto duradouro na proteção dos ecossistemas e na educação ambiental.