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Tatu ou Armadilho

Se acreditávamos que todos os animais pré-históricos que conhecemos através de museus, filmes e documentários estavam totalmente extintos, estamos errados. Vamos conhecer o tatu, um verdadeiro fóssil vivo. O tatu é um mamífero que pertence à ordem Cingulata e, embora existam muitas variedades, podemos distingui-los por aquele tipo de “armadura” que cobre seu corpo. Claro, hoje eles diferem em tamanho de seus ancestrais, os Gliptodontes, que eram animais gigantescos. As diferentes variedades de tatus Eles vivem nos países da América do Sul.

Tatu

Características do Tatu

Antes de conhecer as características morfológicas do tatu, é importante destacar que esses animais recebem nomes diferentes, de acordo com a região onde são encontrados. Na área do Altiplano boliviano são conhecidos pelo nome quíchua de quirquincho no Chile é chamado pichi na Argentina podemos encontrá-los como mulita, tatú ou peludo. Mas todos eles pertencem à mesma ordem e variam apenas em tamanho e algumas pequenas características.

Reconhecer um tatu é bastante simples, pois seu corpo é coberto por placas ósseas e alguns escudos córneos neles que atuam como um excelente mecanismo de defesa. Essas placas são dispostas em forma de faixas e permitem, em algumas espécies de tatu, o animal se enrolar sobre si mesmo, formando uma bola. Desta forma, evita o ataque de seus predadores.

Em geral, os tatus medem entre 50 e 60 centímetros de comprimento e pesam entre 4 e 8 quilos. Esta descrição corresponde à espécie Dasypus novemcintus, que é o mais difundido no continente americano, já que sua presença é registrada, da Argentina aos Estados Unidos. Existem outras espécies, cujos tamanhos variam consideravelmente, como o Zaedyus ciliatus que mal mede 27 centímetros e o tatu gigante Pesa 60 quilos.

O tatu, devido à presença de sua armadura, carece de pele. Por isso, prefere climas temperados. Quando as temperaturas caem muito, graças à ajuda de suas garras poderosas, o tatu cava um buraco no chão e se enterra.

Esses animais apresentam certas semelhanças morfológicas com os pangolim que vive na África e na Ásia, mas não há relação entre eles, após estudos.

O Tatu

Os dentes de tatu são abundantes – 25 peças em cada maxilar – são cilíndricos, uniformes e por terem raízes abertas – ou falta delas – não cumprem uma função muito importante.

Processo reprodutivo do Tatu

Os tatus atingem a maturidade sexual com aproximadamente um ano de idade. O período de acasalamento e reprodução ocorre do final do outono ao início do verão. A gestação dura aproximadamente 120 dias e as ninhadas são compostas, na maioria das vezes, por 4 filhotes. Algumas outras espécies, como o tatu carreta da Argentina, têm ninhadas de 12 filhotes.

Esses animais são placentários, ou seja, durante todo o período de gestação se alimentam da placenta, através do cordão umbilical. Após o nascimento, os filhotes são mantidos nas tocas pela fêmea, até que possam se defender e começar a caçar insetos, durante os quais são amamentados.

Como um Tatu se alimenta?

São animais noturnos. Durante a noite saem em busca de insetos, larvas e cupins. Estes são os seus pratos favoritos. Mas também se alimentam de raízes, tubérculos, caracóis e pequenos anfíbios.

Em sua busca por comida, o tatu demonstra algumas de suas curiosas habilidades. pode induzir processos de apnéia de até 6 minutos, isso permite que eles atravessem pequenos riachos, movendo-se ao longo do fundo destes. Eles também têm a capacidade de inflar seus intestinos com ar, permitindo que flutuem e, assim, atravessem rios mais largos e profundos.

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O Tatu e o Homem

Em várias populações das grandes áreas onde vive, a carne do tatu é muito valorizada e é um dos fatores pelos quais é perseguido.

Além disso, algumas culturas utilizam sua concha para a fabricação de instrumentos musicais. O mais conhecido deles é o charango, fabricado e utilizado em toda a região do Altiplano e norte da Argentina. O charango é um instrumento de cordas, de tamanho semelhante a um violino. A casca é usada para fazer a caixa do instrumento.

Em algumas regiões do norte da América do Sul e América Central, o tatu é portador do microrganismo conhecido como Mycobacterium leprae, a bactéria que causa a hanseníase. Também foi identificado como portador do Trypanosoma cruzi que causa a doença de Chagas. Como consequência disso, alguns países, como a Venezuela, tiveram que legislar para proibir a caça e comercialização de carne de tatu.

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Sobre Caio A Carbonaro Guerreiro

Caio A. Carbonaro Guerreiro é um renomado biólogo da Universidade de Santo Amaro, com vasta experiência e profundo conhecimento em seu campo. Ao longo de anos de dedicação, ele se destacou em pesquisas e projetos que contribuíram significativamente para a compreensão da biodiversidade e conservação ambiental. Sua paixão pela natureza e seu compromisso com a preservação a tornam uma referência respeitada, e seu trabalho tem um impacto duradouro na proteção dos ecossistemas e na educação ambiental.