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Pássaro Dodo

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Animais extintos despertam interesse por suas características e pelas contribuições que fizeram ao meio ambiente durante sua existência. Entre os mais polêmicos está o pássaro Dodo. Ele se destaca como uma referência de falta de jeito, mas a verdade é que ele estava longe de ser um bichinho astuto. Seu nome científico é Raphus cucullatus e às vezes é chamado de Dronte. É uma ave endémica, nativa das Ilhas Maurícias, localizada no Oceano Índico. Estudos indicam sua relação com os pombos, apesar de serem terrestres.

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Características do pássaro Dodô

Devido à sua rápida extinção, é difícil ter uma descrição precisa desta ave. De fato, as características conhecidas são baseadas em descrições, desenhos antigos, esqueletos e restos encontrados.

O pássaro dodô tinha cerca de um metro de altura. Seu corpo era rechonchudo e seu bico comprido, com cerca de 23 centímetros, tinha a forma de um gancho.. A plumagem deste espécime era cinzenta e fibrosa, e suas pernas amarelas pareciam bastante robustas, com algumas penas encaracoladas na parte traseira. Sua cauda era curta, com poucas penas arqueadas e fracamente fixadas.

Embora tivesse asas curtas, eles não permitiam que voasse. Eles eram incapazes de suportar seu peso e o tamanho de seu esterno. Isso levou ao desenvolvimento de problemas em seus músculos e ligamentos.

É possível que sua incapacidade de voar também se deva à falta de predadores, situação que poderia ter impedido sua adaptação ao voo. No entanto, suas pernas fortes lhe davam várias vantagens em terra, para construir ninhos ou se alimentar de frutos caídos.

As análises realizadas em 2012 mostraram que seu peso pode ser 9,5 a 17,5 kg então era um pássaro grande.

Descoberta do pássaro Dodô

Os primeiros avistamentos do pássaro dodô datam do ano de 1574, quando os colonialistas portugueses chegaram às Ilhas Maurícias. Em 1581 essas aves povoaram a Europa, porque um conquistador espanhol carregava um espécime.

Algumas informações imprecisas destacam que seu nome, dodô, foi inventado justamente pelos conquistadores portugueses, que o conheciam como um animal estúpido, por causa de sua falta de jeito e da facilidade com que poderia ser capturado. Outras teorias sugerem que foi nomeado após a palavra holandesa dodoor, que se traduz como “preguiçoso”. Em algum momento da história, também era conhecido como um pássaro bobo.

O que o pássaro dodô comeu?

Não há dados precisos sobre a dieta do pássaro dodô, mas as Ilhas Maurício dividem seus climas em duas estações: uma seca e outra extremamente úmida. Talvez o pássaro dodô tenha armazenado uma grande quantidade de gordura o que lhe permitiu sobreviver na estação seca, quando o alimento era escasso.

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Contos antigos de marinheiros mencionam que o pássaro dodô frequentava áreas providas de água para pescar, mas as chances são de que eles apenas matassem a sede. Muitas aves têm o hábito de ingerir pedras, frequentemente para regular a digestão. Talvez o dodô também.

Aparentemente, o pássaro dodô tinha predileção por o coco e o fruto da calvária ou tambalacoque. Na verdade, esta pequena árvore é conhecida como a “árvore dodô”, pois seu crescimento foi atribuído à sua passagem pelo sistema digestivo do animal. Estudos indicam que essa árvore gerou um fruto que o pássaro dodô poderia digerir e depois expelir sementes que favoreceram sua germinação. Com o tempo, descobriu-se que os perus também podem realizar essa tarefa.

Onde vivia?

Como mencionado, o pássaro dodô vivia nas Ilhas Maurício, localizadas a leste de Madagascar. O habitat preciso desta ave é desconhecido, mas estima-se que ele preferia a mata desmatada ou as praias onde ele tinha espaço para correr.

O bico do pássaro dodô era muito forte e útil para cortar frutas ou nozes que se soltavam das árvores, embora segundo alguns relatos possam ter comido peixes, moluscos e crustáceos, presentes na zona costeira.

Reprodução do pássaro dodô

Não há informações sobre as formas de acasalamento do pássaro dodô. No entanto, sabe-se que seus ninhos pareciam camas de grama no chão, onde se suspeita que as fêmeas da espécie tenham ovos incubados. Essa particularidade o colocou em risco quando surgiram os humanos, que os comiam como alimento. Mas não só isso. Quando os marinheiros descarregavam em terra, deixavam na ilha cães ou porcos que faziam dos ovos presas fáceis. Além disso, gatos e macacos introduzidos na área também prejudicaram os pássaros dodô e levaram embora o escasso sustento encontrado na região.

Contos de alguns navegadores descreviam os sons de um pássaro dodô, semelhantes aos gritos de um ganso jovem.

Extinção do Pássaro Dodô

Não há data exata do desaparecimento do pássaro dodô. Estima-se que tenha acontecido em algum momento do século XVII, embora no ano de 1660 já fossem muito difíceis de obter. A espécie havia sido dizimada por enchentes, que mataram um grande número de animais.

Especialistas tomaram o ano de 1662 como a última data de avistamento e supõem que os achados posteriores correspondem a outras aves semelhantes, como o trilho vermelho.

Atualmente Muitos cientistas hoje querem que o dodô retorne e busquem sua “ressurreição”. Diz-se que existem 24 espécies, entre as quais o mamute, o tigre dente-de-sabre e o pássaro dodô, que estão sendo estudados para avaliar seu retorno.

Se isso for alcançado, responderá a muitas perguntas sobre esse animal, incluindo o que ele comeu? como ele acasalou? E qual era sua verdadeira aparência?

Curiosidades

Quase 400 anos após o seu desaparecimento, a ave faz parte do brasão das Ilhas Maurícias. Ele foi o personagem em desenhos como “Yoyo Dodo” e sua participação em “Alice no País das Maravilhas” se destaca. Esses fatos aumentam seu papel na sociedade, tornando-o quase uma figura de culto.


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Sobre Caio A Carbonaro Guerreiro

Caio A. Carbonaro Guerreiro é um renomado biólogo da Universidade de Santo Amaro, com vasta experiência e profundo conhecimento em seu campo. Ao longo de anos de dedicação, ele se destacou em pesquisas e projetos que contribuíram significativamente para a compreensão da biodiversidade e conservação ambiental. Sua paixão pela natureza e seu compromisso com a preservação a tornam uma referência respeitada, e seu trabalho tem um impacto duradouro na proteção dos ecossistemas e na educação ambiental.